Inconfidência Mineira em foco: fatos, versões e personagens
Publicado em: 25/04/2026
{"time":1777323037001,"blocks":[{"type":"Header","data":{"text":"\nInconfidência Mineira em\nfoco: fatos, versões e personagens","level":2}},{"type":"paragraph","data":{"text":"\n<font face=\"Times New Roman, serif\">Em continuidade ao Ciclo de\nPalestras sobre História do Brasil, que, em 2026, enfoca o processo\nde independência do país — da colônia ao Império —, a\nFundação promoveu, no sábado, dia 25 de abril, a palestra\n“Inconfidência Mineira: fatos e versões”, com a\nprofessora, escritora e curadora literária Guiomar de Grammont.</font>"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"\n<font face=\"Times New Roman, serif\">A Inconfidência, também\nconhecida como Conjuração Mineira, entrou para a história e para o\nimaginário brasileiro como uma das primeiras tentativas de\nindependência do país. Na palestra, Guiomar de Grammont convidou o\npúblico a revisitar a Vila Rica da época — atual Ouro Preto, em\nMinas Gerais —, explorando seus personagens e as narrativas que\nmarcaram esse período.</font>"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"\n<font face=\"Times New Roman, serif\">Para traçar esse panorama, a\npalestrante abordou ainda a produção literária dos poetas\ninconfidentes Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manuel da Costa, bem\ncomo o Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meireles.</font>"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"\n“<font face=\"Times New Roman, serif\">A construção da imagem de\nTiradentes como herói nacional — muitas vezes associada à figura\nde Cristo — ganhou força a partir da década de 1930, durante a\nEra Vargas, quando havia a necessidade de criar símbolos que\nreforçassem a unidade nacional”, comentou Guiomar de Grammont.</font>"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"\n<font face=\"Times New Roman, serif\">Outro ponto relevante foi a\nrevisão da ideia de que a Inconfidência constituiu um evento\nisolado. “O historiador Kenneth Maxwell argumenta que o movimento\nfazia parte de um contexto mais amplo de circulação de ideias\nliberais no século XVIII, conectado a transformações globais como\nas revoluções americana e francesa, com foco no fim do monopólio\ncolonial e na abertura comercial. Assim, o estudo da Inconfidência\npode contribuir para refletir sobre processos de emancipação e\nmaior autonomia do Brasil no cenário internacional contemporâneo”,\nconcluiu a especialista.</font><font face=\"Times New Roman, serif\"></font>"}},{"type":"Header","data":{"text":"\nSobre a palestrante","level":2}},{"type":"paragraph","data":{"text":"\n<font face=\"Times New Roman, serif\">Guiomar de Grammont é escritora,\ncuradora de eventos literários e professora titular da Universidade\nFederal de Ouro Preto. Doutora em Literatura Brasileira pela USP, com\npós-doutorado em Teoria da Literatura pela UFMG, é também formada\nem História pela UFOP. Criou e coordena, desde 2005, o Fórum das\nLetras de Ouro Preto, que chega à 21ª edição em 2026. É curadora\nda FLINKSAMPA — Festa da Cultura, Conhecimento e Literatura Negra —\ndesde 2015. Atuou como curadora em Bienais do Livro no Rio de Janeiro\n(2007), na Bahia (2011) e em Minas Gerais (2008, 2010 e 2025), além\ndas homenagens ao Brasil em Bogotá (FILBO, 2012) e no Salão do\nLivro de Paris (2015). Foi editora executiva da Record (2012–2013).</font>"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"\n<font face=\"Times New Roman, serif\">É autora, entre outros títulos,\nde Os livros na minha vida (ensaio, 2020), Aleijadinho e\no aeroplano (ensaio, 2008), Sudário (contos, 2006), O\nfruto do vosso ventre (contos, 1994, Prêmio Casa de Las\nAméricas) e Palavras cruzadas (romance, 2015, Prêmio\nNacional de Narrativa do PEN Clube em 2017), publicado em espanhol,\nfrancês e alemão. Atuou como jurada em prêmios como Casa de Las\nAméricas, Jabuti, Biblioteca Nacional e Oceanos.</font><font face=\"Times New Roman, serif\"></font>"}},{"type":"Header","data":{"text":"\nPróximo encontro","level":2}},{"type":"paragraph","data":{"text":"\n<font face=\"Times New Roman, serif\">No próximo evento do Ciclo de\nPalestras sobre História do Brasil, Paulo Rezzutti abordará a\ntrajetória de D. Pedro I, destacando suas contradições como figura\nhistórica. Formado no contexto do Antigo Regime português, esteve\natento às transformações políticas de sua época, influenciado\npela Revolução Francesa e pelo período napoleônico. Se, por um\nlado, concedeu constituições a Portugal e ao Brasil, renunciando às\ncoroas a que tinha direito, por outro foi frequentemente acusado de\nautoritarismo. Enquanto no Brasil é lembrado por episódios como o\nfechamento da Constituinte, em Portugal é celebrado como defensor\ndas ideias liberais.</font>"}}],"version":"2.18.0"}
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