Literatura

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Vamos falar de... Emily Dickinson & João Cabral de Melo Neto

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Sábado | 01 de Agosto | 10H30

Programação

01 de Agosto - Sábado | 10H30

10H30

João Cabral de Melo Neto: entre dizer e não dizer

Sandra Stroparo

12H00

Emily Dickinson: dizer, com palavras… ou mais

Caetano Galindo

Convidados

Sandra M. Stroparo

{"time":1770232896105,"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"<b>SANDRA M. STROPARO</b> é professora de literatura na UFPR e tradutora. Trabalha com teoria literária, poesia brasileira e poesia francesa. Traduziu, por exemplo, Canção de ninar, de Leyla Slimani, e A ordem do dia e Uma saída honrosa, de Éric Vuillard. Em sua tese de doutorado estudou a obra de Mallarmé e traduziu sua correspondência."}}],"version":"2.18.0"}

Caetano W. Galindo

{"time":1770233245173,"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"<b>CAETANO W. GALINDO</b> é professor titular da Universidade Federal do Paraná. Traduziu mais de sessenta livros. Há mais de vinte anos se dedica a estudar e traduzir a obra de James Joyce. É autor de “Sim, eu digo sim: uma visita guiada ao Ulysses de James Joyce” (2016), de “Latim em pó: um passeio pela formação do nosso português” (2023) e “Na ponta da língua: nossas palavras da cabeça aos pés” (2025), além de livros de contos, poesia e teatro."}}],"version":"2.18.0"}
{"time":1770232767152,"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"A poesia de João Cabral de Melo Neto constrói para si uma linguagem singular, na qual princípios do alto Modernismo são perfeitamente adaptados a um sotaque brasileiro e nordestino. Seus versos (quase) metrificados e a sintaxe da língua submetida à sintaxe do poema tornam sua escrita imediatamente reconhecível e, ao mesmo tempo, difícil de replicar. Embora essa arquitetura possa parecer, à primeira vista, excessivamente sofisticada e até afastar alguns leitores, uma leitura mais atenta revela um universo feito de coisas, ideias e objetos elementares — pedra e papel, cana e cordel, cidade e sertão. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Já a poesia de Emily Dickinson constitui um verdadeiro milagre do século XIX: isolada e à margem do circuito editorial de seu tempo, a autora produziu uma obra vasta e profundamente singular, mais moderna do que quase tudo o que a cercava. Morta praticamente inédita, deixou quase dois mil poemas que, ainda hoje, nos convidam a repensar o que faz de um poema um poema e como ele pode dizer muito mais do que conseguimos formular nessas horas de conversa. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Distantes em forma, contexto e experiência — um homem e uma mulher, dois mundos distintos —, João Cabral e Emily Dickinson se encontram, no entanto, em uma poesia em que a investigação da linguagem e o pensamento sobre o mundo caminham inseparáveis."}}],"version":"2.18.0"}