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Fundação inaugura a primeira grande mostra individual dedicada a Frei Agostinho de Jesus
Fundação inaugura a primeira grande mostra individual dedicada a Frei Agostinho de Jesus
Publicado em: 17/05/2026
{"time":1784914086659,"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"No dia 17 de maio, a Fundação Maria Luisa e Oscar Americano inaugurou a exposição Frei Agostinho de Jesus – séc. XVII: Pioneiro da Arte Sacra no Brasil, considerada a primeira grande mostra individual dedicada ao monge beneditino, precursor da imaginária sacra brasileira. Com curadoria de Rafael Schunk, a exposição reúne 48 obras, entre esculturas em terracota, oratórios, prataria sacra, mobiliário colonial e painéis históricos, oferecendo um panorama abrangente da produção e do legado daquele que é reconhecido como o primeiro artista plástico nascido no Brasil."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A abertura reuniu pesquisadores, colecionadores, representantes de instituições culturais e público interessado em arte e história, marcando o início de uma mostra que propõe uma nova leitura da produção artística no Brasil colonial."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A exposição evidencia como a obra de Frei Agostinho de Jesus se desenvolveu em um contexto de intensas trocas culturais no Planalto Paulista do século XVII, período em que influências europeias, indígenas, asiáticas e hispano-americanas deram origem a uma linguagem artística singular. Ao apresentar esculturas de traços mestiços, inspiradas tanto na tradição cristã quanto na realidade cultural da América Portuguesa, a mostra convida o visitante a refletir sobre as origens da arte sacra produzida no país e sobre a formação de uma identidade artística genuinamente brasileira."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Entre os destaques está Nossa Senhora da Purificação, considerada a obra-prima de Frei Agostinho de Jesus e pertencente ao acervo do Museu de Arte Sacra de São Paulo. A exposição também revisita o debate sobre a possível autoria do monge para a imagem de Nossa Senhora Aparecida, apresentando estudos comparativos e evidências estilísticas que aproximam sua produção de esculturas anônimas realizadas no Vale do Paraíba."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O curador Rafael Schunk é arquiteto, mestre em Artes Visuais pela UNESP e pesquisador da arte sacra colonial luso-brasileira. Autor de livros sobre o tema, biógrafo de escultores dos séculos XVI e XVII e curador de exposições em acervos públicos e privados, Schunk é um dos principais especialistas na obra de Frei Agostinho de Jesus, a quem dedicou sua dissertação de mestrado, Frei Agostinho de Jesus e as tradições da imaginária colonial brasileira – séculos XVI–XVII."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em cartaz na Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, a exposição reafirma a importância de Frei Agostinho de Jesus na consolidação da imaginária sacra brasileira e oferece ao público uma oportunidade rara de conhecer, em conjunto, obras que testemunham o surgimento de uma linguagem artística própria na América Portuguesa."}}],"version":"2.18.0"}
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